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Universitários de todo o país se reúnem no III Campeonato Nordestino de Debates em Fortaleza

Fortaleza recebe, entre os dias 27 e 30 de agosto, a terceira edição do Campeonato Nordestino de Debates Mandacaru. Promovido pela Sociedade de Debates da Universidade Federal do Ceará (SdDUFC), o encontro reunirá universitários de diferentes regiões do Brasil, no Centro Universitário 7 de Setembro (UNI7), com expectativa de público de cerca de 230 participantes.

Aberto ao público, o campeonato também receberá estudantes de instituições que ainda não possuem sociedades de debates formalmente constituídas. A programação contempla disputas no modelo Parlamento Britânico e na modalidade Public Speaking, dedicada à elaboração e à apresentação de discursos sobre temas de livre escolha dos participantes.

As rodadas competitivas abordarão assuntos relacionados à economia, política, relações internacionais e questões sociais, além de moções lúdicas envolvendo comportamentos, experiências e aspectos abstratos da condição humana. A proposta é estimular a reflexão sobre diferentes perspectivas e fortalecer habilidades como argumentação, raciocínio rápido, oratória, comunicação e capacidade de diálogo.

Como funciona o debate competitivo

Gabriel Queiroz, presidente da  SdDUFC , explica que no modelo Parlamento Britânico, cada rodada reúne quatro duplas, divididas entre Governo e Oposição. Aproximadamente 15 minutos antes do início da disputa, os participantes recebem o tema a ser debatido, denominado moção, previamente definido pela Chefia de Adjudicação.

As posições são sorteadas. Dessa forma, os debatedores podem ser designados para defender ideias que não correspondem necessariamente às suas opiniões pessoais. “Durante o período de preparação, as equipes constroem argumentos e estratégias de maneira independente, buscando apresentar o caso mais consistente e persuasivo”, explica.

Ao final da rodada, um corpo de juízes avalia a qualidade da argumentação, a capacidade de responder às demais equipes e a forma como cada posição foi desenvolvida e sustentada. O resultado, portanto, não está relacionado à opinião considerada correta, mas ao desempenho dos participantes na defesa da perspectiva que lhes foi atribuída.

Mais do que uma atividade competitiva, o debate universitário é reconhecido como uma ferramenta de formação acadêmica e pessoal. A prática, consolidada em instituições internacionais como Oxford e Harvard, vem crescendo no Brasil há mais de uma década. Atualmente, sociedades de debates estão presentes em universidades públicas e privadas de diferentes regiões, entre elas UFC, UFBA, UFMG, Unifor e IBMEC, reunidas nacionalmente pela Confederação Debates do Brasil (CONDEB).De acordo com Gabriel, a missão é difundir uma concepção ampla do debate, que ultrapassa sua dimensão técnica e competitiva. “Mais do que formar bons debatedores, acreditamos que o movimento de debates contribui para a formação integral de pessoas nos âmbitos profissional, social e humano”. afirma. Segundo ele, a cada rodada, os participantes aprendem não apenas a argumentar melhor, mas também a compreender diferentes perspectivas, dialogar com respeito e enfrentar, com mais preparo, os desafios da vida adulta e profissional. É a materialização da nossa forma de enxergar o debate competitivo e proporcionar a novos estudantes a oportunidade de vivenciar tudo o que esse movimento pode oferecer. “Assim, a SdDUFC reafirma a identidade que construiu ao longo de sua trajetória: a tradição que preserva e transmite seu legado, o pioneirismo que amplia os horizontes do movimento de debates e o talento de cada pessoa que encontra”, finaliza.

Pioneirismo cearense

A história do movimento brasileiro de debates começou no Ceará há quase 16 anos. Após uma experiência de intercâmbio na Universidade do Porto, três estudantes de Direito retornaram ao Brasil com a proposta de criar uma iniciativa semelhante no país. Assim nasceu a Sociedade de Debates da Universidade Federal do Ceará, considerada a primeira organização universitária brasileira dedicada à modalidade.

Ao longo de sua trajetória, a SdDUFC consolidou-se como uma das equipes mais vitoriosas do cenário nacional. A sociedade foi reconhecida dez vezes como a melhor do país, conquistou cinco campeonatos nacionais e venceu duas vezes a categoria Iniciados. O principal prêmio nacional destinado às sociedades de debates foi conquistado pela organização cearense em dez das 14 edições já realizadas.

Sua atuação também ultrapassa os limites da universidade. Por meio de atividades de extensão, a SdDUFC leva conteúdos relacionados à oratória, à argumentação e ao pensamento crítico a estudantes do Ensino Médio, além de promover formações para escolas, empresas e diferentes públicos.

Entre as iniciativas já realizadas estão as edições do Ceará Debates, em 2019 e 2023, consideradas as maiores competições da modalidade promovidas no Nordeste, reunindo mais de 100 estudantes de todo o país em cada ocasião. Em 2023 e 2025, os cursos de oratória organizados pela sociedade alcançaram mais de 500 alunos na versão on-line e aproximadamente 160 participantes nas atividades presenciais.

Em 2024, o I Torneio Nacional de Debates contou com nove patrocinadores, impactou mais de 250 universitários e recebeu mais de 20 apresentações acadêmicas sobre argumentação e retórica.

Identidade nordestina

O III Mandacaru celebra a força intelectual do Nordeste e representa o crescimento do movimento iniciado na UFC. A identidade visual desta edição foi inspirada nos pontos comerciais, nos trabalhadores e nos elementos que integram a rotina de Fortaleza desde as primeiras horas da manhã.

Entre as referências está a tradicional “chegadinha”, anunciada pelo toque do triângulo, símbolo afetivo da cultura popular cearense. A inspiração originou o conceito desta edição: “O toque do triângulo já anuncia a doçura de chegar em Fortaleza”.

Além de incentivar o debate público qualificado, o campeonato busca aproximar jovens de diferentes cursos, universidades e regiões, favorecendo a troca de experiências e a formação de redes. A iniciativa conta com o apoio de escritórios, empresas e grupos educacionais que reconhecem a educação, a comunicação e a democratização do conhecimento como instrumentos de transformação social.

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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