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Último dia de DFB Festival 2026 apresenta desfile de Lino Villaventura na Ponte dos Ingleses e show de Fernanda Abreu

Um dos cartões postais mais icônicos da Praia de Iracema recebeu nesta sexta-feira (12) o encerramento do DFB Festival 2026, concluindo quatro dias de programação que transformaram diferentes espaços da cidade em palco para a moda autoral brasileira. Com o desfile de Lino Villaventura na Ponte dos Ingleses e o show de Fernanda Abreu na Arena DFB, o último dia do evento reuniu nomes consagrados e novos criadores em uma programação que aproximou moda, música e diferentes expressões culturais.

Integrado às comemorações pelos 300 anos de Fortaleza, o DFB Festival 2026 consolidou uma das edições mais emblemáticas de sua história ao ocupar cenários simbólicos da capital cearense, como a Rua dos Tabajaras, o Estoril, a Ponte dos Ingleses e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Ao longo de quatro dias, o evento reforçou sua vocação de conectar criação, patrimônio, economia criativa e identidade cultural, reafirmando Fortaleza como capital da moda autoral brasileira.

O DFB Festival 2026 é apresentado pela Enel Brasil e Prefeitura de Fortaleza, com apoio institucional do Governo do Estado do Ceará. A realização é da Associação Artesanias do Ceará e do Empório Lokar, com apoio institucional da Secult Ceará, por meio da Lei nº 1.012/2022.

Desfiles

Abrindo o último dia de programação, Lino Villaventura transformou a Ponte dos Ingleses em cenário para apresentar a coleção Outono/Inverno 2027, “Fractal — Gênese Infinita”. Em um desfile marcado pela teatralidade característica do estilista, as peças exploraram a repetição de formas presentes na natureza por meio de nervuras, plissados, jacquards, sedas metálicas, patchworks e construções volumosas, criando silhuetas em constante transformação.

Ao longo desta edição, o DFB Festival ocupou diferentes espaços da Praia de Iracema em uma homenagem aos 300 anos de Fortaleza, promovendo encontros entre moda, patrimônio e memória afetiva da cidade. A proposta foi refletida também nas coleções apresentadas ao longo do último dia, que trouxeram referências à ancestralidade, ao artesanato, à sustentabilidade e às identidades culturais do Nordeste.

O projeto Mãos da Moda levou à Sala Branca os encontros entre a Inttuí, do designer Washington Carvalho, e a Associação Rendavan, da Bahia, além da marca Morada, de Lucyana Azevedo, e a Associação Quilombola de Pedra D’Água, da Paraíba. As coleções destacaram técnicas tradicionais como a renda de bilro e o bordado labirinto em propostas que aproximam saberes artesanais e design contemporâneo.

Representando o Cariri cearense, Alan Araújo estreou no line-up oficial do DFB com a marca 407 AA e a coleção “Patuá”. Inspirado nas benzedeiras e mezinheiras, figuras ligadas à fé e à cura popular, o trabalho reuniu referências da religiosidade, das memórias do interior, da moda japonesa e do universo esportivo, além de peças desenvolvidas a partir do reaproveitamento de materiais.

A parceria entre o DFB Festival e o Nordestesse teve continuidade com a apresentação da Almacor, fortalecendo o espaço dedicado às marcas independentes e à produção criativa do Nordeste.

O estilista indígena Rodrigo Tremembé apresentou a coleção “Tutóia”, criada em homenagem à mãe, Fátima Tremembé. A coleção nasceu das lembranças familiares e dos ensinamentos recebidos ao longo da vida, trazendo para as peças temas como cuidado, espiritualidade e permanência da memória.

Com a coleção “Flor da Meia-Noite”, Melk Zda partiu da flor do mandacaru, que floresce durante a madrugada, para desenvolver uma coleção construída a partir dos contrastes entre proteção e delicadeza. A pesquisa incorporou referências da Caatinga, da vestimenta do vaqueiro e da capacidade de adaptação do calango em peças produzidas com linho, seda, organza, tule e materiais reaproveitados.

Encerrando a programação de desfiles da 27ª edição do evento, o Studio Orla levou sua criação à Sala Preta, fechando as passarelas do DFB Festival 2026.

Shows

Na Arena DFB, a programação musical gratuita contou com apresentações da DJ Maria Tavares, Os Transacionais, Montage, Fernanda Abreu e DJ Isa Capelo.

Um dos momentos mais aguardados da noite foi o show de Fernanda Abreu, que celebrou os 30 anos do álbum Da Lata. Lançado em 1995, o trabalho marcou a trajetória da artista ao combinar samba, funk, música eletrônica e referências da cultura urbana brasileira. O repertório relembrou sucessos do disco que consolidou Fernanda como um dos principais nomes do pop nacional e encerrou o DFB Festival 2026 em clima de celebração.

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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