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Transplante de medula óssea une irmãos em história de superação no Hospital Cura D’Ars

Uma gravidez, um diagnóstico inesperado e uma corrida contra o tempo. Foi nesse cenário que Amanda Souza, médica e mãe de Sofia, descobriu que estava com leucemia enquanto esperava o nascimento da filha. Diante da necessidade de um transplante de medula óssea, ela encontrou dentro da própria família o doador compatível: seu irmão.

A história é lembrada pelo Hospital Cura D’Ars, da Rede São Camilo, em Fortaleza, durante o período de conscientização sobre a importância da doação de órgãos, tecidos e medula óssea. O caso também evidencia o impacto que a compatibilidade entre familiares pode ter na trajetória de pacientes que precisam de um transplante.

O transplante de medula óssea é utilizado no tratamento de doenças que comprometem a produção das células do sangue, entre elas leucemias, linfomas e outras doenças hematológicas. Quando não há um doador compatível na família, a busca pode ser realizada no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Um diagnóstico em meio à gravidez

A descoberta da leucemia transformou a rotina de Amanda justamente em um dos momentos mais marcantes de sua vida. “Minha história mudou completamente quando, na gravidez da minha filha, descobri o diagnóstico de leucemia. Foi um momento muito difícil porque, além de eu estar gerando uma vida, agora eu precisava cuidar da minha própria vida”, conta.

A partir do diagnóstico, Amanda precisou conciliar a expectativa pela chegada da filha com uma rotina de exames, tratamentos e decisões médicas. O transplante de medula óssea passou a fazer parte desse caminho.

Quando o doador estava dentro da família

Um dos momentos mais importantes veio com a confirmação de que seu irmão, João Henrique Souza, era compatível para a doação.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), quando a busca é feita entre irmãos de mesmo pai e mãe, a probabilidade de encontrar um irmão totalmente compatível é de aproximadamente 25%.

Para Amanda, a notícia trouxe uma nova perspectiva em meio às incertezas do tratamento. “No início eu senti medo. O transplante é um tratamento que carrega muitas dúvidas e incertezas. Quando ouvimos essa palavra, pensamos em tudo que teremos que enfrentar. Mas, ao mesmo tempo, eu recebi essa notícia como uma nova chance de cura, de recomeço, de poder ver e acompanhar o crescimento da minha filha e de realizar os sonhos que eu ainda tenho”, relata.

A compatibilidade encontrada na própria família representou uma etapa decisiva para a realização do transplante e para a continuidade do tratamento de Amanda.

Transplante de medula óssea no Ceará

O Ceará vem ampliando a realização de transplantes. Em 2024, o Estado registrou 2.029 transplantes de órgãos e tecidos, segundo dados da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), incluindo 97 transplantes de medula óssea.

Em 2025, foram 2.097 transplantes no total. Desse número, 113 foram transplantes de medula óssea autólogos, 50 alogênicos e cinco alogênicos não aparentados, de acordo com a Sesa.

No Brasil, o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), reúne milhões de voluntários cadastrados. Quando o paciente não encontra um doador compatível entre familiares, a busca pode ser realizada no cadastro nacional, que também está integrado a registros internacionais.

Sobre o Hospital Cura D’Ars

O Hospital Cura D’Ars, da Rede São Camilo, é referência no Ceará na realização de transplantes de fígado, rim e medula óssea, atendendo pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de planos de saúde e particulares.

Os transplantes são procedimentos de alta complexidade e dependem de equipes especializadas, estrutura hospitalar adequada e do cumprimento dos critérios de regulação e compatibilidade estabelecidos para cada modalidade.

De 2022 a agosto de 2024, o Hospital Cura D’Ars realizou 83 transplantes de fígado, 159 de rim e 83 transplantes de medula óssea.

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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