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Reserva de emergência segue frágil e não garante seis meses de segurança financeira para boa parte da população

A realidade financeira de milhões de famílias revela um contraste que preocupa. O dinheiro até existe, mas não dura. Levantamento com base no ano de 2025 do Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha, mostra que 69% dos entrevistados afirmam ter alguma reserva para emergências. Na prática, porém, 43% ficariam sem esse recurso em até seis meses. O cenário é ainda mais delicado para quase um terço da população, que não tem nada guardado.

O resultado aponta para uma espécie de “segurança de curto prazo”, que não sustenta imprevistos mais sérios, como perda de renda, doenças ou despesas inesperadas. Para especialistas em finanças, o problema não está só no hábito de guardar, mas principalmente em como esse dinheiro é gerido. A poupança, ainda muito presente no dia a dia das famílias, já não dá conta do recado. “Durante muito tempo, a poupança foi vista como porto seguro. Hoje, ela funciona mais como um lugar de passagem do que de proteção. O dinheiro fica parado, rende pouco e perde força com o tempo”, explica Wanádia Martins, assessora de investimentos da XP no Ceará.

Com rendimento baixo e pouca eficiência frente à inflação, deixar toda a reserva na poupança pode significar perder poder de compra, justamente no momento em que o recurso mais se faz necessário. Outro ponto que ajuda a explicar essa fragilidade é a dificuldade de transformar intenção em organização financeira. Apenas uma parte da população consegue guardar dinheiro com frequência, e é ainda menor o número daqueles que fazem isso com estratégia. “Não adianta só guardar um dinheirinho quando sobra. A reserva de verdade precisa de constância e objetivo. O ideal é ter um valor que segure pelo menos seis meses das despesas da casa”, afirma Wanádia.

A assessora de investimentos ainda reforça que o caminho mais seguro passa por produtos simples, acessíveis e com liquidez diária, como Tesouro Selic e CDBs, alternativas que permitem resgate rápido sem abrir mão de rendimento e tão seguros quanto a poupança.

Erro comum custa caro

Entre os deslizes mais comuns estão deixar o dinheiro parado, misturar reserva com investimentos de risco ou simplesmente não separar o que é emergência do que é plano de longo prazo. “Boa parte da população acredita que está preparada, mas na primeira dificuldade precisa recorrer a empréstimos ou dispor de crédito não planejado. Isso mostra que a reserva não estava bem estruturada”, completa. A falta de uma reserva sólida também pesa no emocional. A insegurança financeira aumenta o estresse e faz com que decisões sejam tomadas no impulso, sem planejamento, o que pode agravar ainda mais a situação. 

O avanço da educação financeira no país já aparece nos números, mas ainda não chegou com força na prática. O estado da Bahia, por exemplo, hoje conta com mais de 160 mil investidores pessoa física e se aproxima de R$10 bilhões de ativos em custódia na B3. Para Rodrigo Icó, o próximo passo é simples, mas exige mudança de mentalidade: trocar hábitos antigos por escolhas mais eficientes. “Hoje, mais importante do que guardar dinheiro é saber investir da melhor forma. Quem aprende isso consegue atravessar momentos difíceis com muito mais tranquilidade”, conclui.

Dicas práticas para começar uma carteira de investimentos

• Monte sua reserva de emergência primeiro:  Antes de investir, garanta um “colchão financeiro” para imprevistos. Priorize produtos seguros e com liquidez diária, como Tesouro Selic, CDBs e fundos de investimentos.

• Defina um plano claro: Tenha noção de quanto precisa poupar, por quanto tempo e qual retorno buscar. Mesmo um planejamento simples já ajuda a dar direção.

• Conheça seu perfil de investidor: Entenda seu nível de tolerância ao risco, experiência e comportamento. Isso vai orientar onde e como investir.

• Diversifique com estratégia: Não é sair espalhando dinheiro. É equilibrar riscos com diferentes tipos de ativos, respeitando seu perfil e objetivos.

• Ajuste a carteira ao seu nível de risco: Perfis mais conservadores tendem a ter maior peso em renda fixa, enquanto moderados e sofisticados abrem espaço para ações e outros ativos.

• Tenha clareza do prazo dos seus objetivos: Investimentos de curto, médio e longo prazo exigem estratégias diferentes. Não misture tudo.

• Evite se perder nas oscilações do mercado: Ficar olhando o sobe e desce todo dia pode atrapalhar. Foque no objetivo final.

• Invista com disciplina: Faça aportes frequentes. Regularidade é mais importante do que tentar acertar o “melhor momento”.

• Tenha paciência: Investir é uma jornada de longo prazo. Resultados consistentes vêm com o tempo.

• Revise sua carteira periodicamente: Ajuste seus investimentos conforme mudanças na sua vida ou no cenário econômico.

• Busque equilíbrio entre segurança e rentabilidade: O ideal é crescer o patrimônio sem assumir riscos desnecessários.

• Prepare-se para o futuro, não para adivinhar o mercado: O foco deve estar em consistência e planejamento, não em previsões.


By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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