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Quase 70% dos adultos estão acima do peso, mas os primeiros sinais podem surgir antes da balança

A obesidade pode começar muito antes de aparecer como um número na balança. Mudanças aparentemente banais na rotina — como dormir menos, passar mais tempo sentado, reduzir a atividade física ou alterar a frequência e o tipo de alimentos consumidos — podem se acumular ao longo do tempo e contribuir para o ganho de peso. O tema ganha destaque em outubro, quando o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade reforça a importância de identificar precocemente fatores que podem favorecer o desenvolvimento da doença. 

Para a endocrinologista da Clínica SiM, Ana Paula Pires Lázaro de Oliveira, um dos desafios está justamente em reconhecer que a obesidade não surge de maneira repentina. “O ganho de peso é resultado de um processo que pode envolver diversos fatores e que acontece ao longo do tempo. Mudanças no sono, na alimentação, na atividade física, além de fatores genéticos, hormonais, emocionais e ambientais, podem participar desse processo. Por isso, observar a mudança de comportamento e da rotina é importante antes mesmo de a pessoa perceber uma grande alteração na balança”, explica.

O cenário ajuda a dimensionar o tamanho do problema. Dados do Ministério da Saúde mostram que a proporção de adultos com obesidade nas capitais brasileiras e no Distrito Federal passou de 20,2% em 2019 para 25,7% em 2024. O avanço representa um crescimento médio de 1,01 ponto percentual por ano no período. O levantamento mais recente foi publicado pelo Ministério da Saúde em julho de 2026.

Segundo a endocrinologista da Clínica SiM, outro ponto que merece atenção é a ideia de que o peso, isoladamente, seria suficiente para avaliar a saúde de uma pessoa. A consulta médica permite analisar histórico familiar, composição corporal, hábitos alimentares, qualidade do sono, nível de atividade física, uso de medicamentos e possíveis alterações metabólicas.

“A prevenção não deve ser confundida com uma busca permanente por um determinado número na balança. 

O objetivo é identificar precocemente fatores que possam comprometer a saúde e avaliar cada paciente de forma individualizada. A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, e o tratamento não pode ser reduzido à ideia de ‘comer menos e se exercitar mais’”, afirma Ana Paula.

Nesse contexto, pequenas mudanças persistentes podem funcionar como sinais de alerta: aumento gradual do peso, piora do sono, redução da disposição para atividades físicas, maior frequência de episódios de alimentação por impulso ou mudanças importantes no padrão alimentar. Nenhum desses fatores, isoladamente, significa que uma pessoa desenvolverá obesidade, mas podem ser motivos para buscar avaliação profissional.

Quando o tratamento precisa olhar para mais de um fator

Emagrecer não depende apenas de alimentação e exercício. A obesidade pode envolver fatores metabólicos, hormonais, comportamentais e relacionados à rotina. Nesse contexto, a Clínica SiM oferece o Programa Vida Leve, uma jornada de seis meses que reúne endocrinologia, nutrição e psicologia, com exames e acompanhamento médico.

A proposta começa com uma avaliação clínica individualizada, considerando histórico, rotina, hábitos e possíveis fatores metabólicos e hormonais. A partir dessa análise, a equipe define a estratégia de cuidado e acompanha a evolução do paciente.

Segundo o médico pós-graduado em Endocrinologia Gabriel Girão Mendonça, que integra a equipe do Programa Vida Leve, a avaliação precisa considerar que o excesso de peso pode estar relacionado a diferentes fatores e não deve ser analisado de forma isolada.

“Não existe uma única causa para o ganho de peso. Por isso, é importante avaliar cada paciente de forma individualizada e considerar fatores como metabolismo, alimentação, sono, rotina e alterações hormonais”, explica.

O acompanhamento acontece de forma presencial em unidades da SiM. Quando houver indicação clínica, o endocrinologista também pode avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso. A escolha da medicação depende das características e das condições de saúde de cada paciente.

O que merece atenção no dia a dia?

Algumas mudanças não significam, sozinhas, que uma pessoa esteja desenvolvendo obesidade. Mas, quando persistem ou aparecem em conjunto, podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional.

Peso aumentando gradualmente: alterações sucessivas ao longo dos meses merecem ser observadas, especialmente quando não há uma mudança intencional na rotina.

Sono piorou: dormir pouco ou ter uma piora persistente na qualidade do sono pode estar associado a alterações no apetite e no metabolismo.

Menos disposição para se movimentar: redução da atividade física e aumento do tempo sentado podem contribuir para o ganho de peso.

Mudança no comportamento alimentar: comer com mais frequência, perder a percepção de fome e saciedade ou apresentar episódios de alimentação por impulso são sinais que podem ser discutidos com profissionais de saúde.

Dietas que não se sustentam: ciclos repetidos de perda e recuperação de peso podem indicar a necessidade de uma abordagem mais individualizada.

E as chamadas “canetinhas emagrecedoras”? 

Medicamentos injetáveis para controle do peso podem fazer parte do tratamento de alguns pacientes, mas precisam de indicação e acompanhamento médico. A escolha depende da avaliação individual e não substitui mudanças de hábitos nem o acompanhamento multiprofissional.

A recomendação é que alterações persistentes no peso ou na rotina sejam discutidas com um profissional de saúde. Quanto mais cedo os fatores envolvidos forem identificados, maior a possibilidade de estabelecer estratégias individualizadas de prevenção e tratamento.

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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