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Fobia social: como identificar os sintomas e os impactos do transtorno na rotina

O transtorno de ansiedade social, conhecido popularmente como fobia social, é um problema silencioso que, segundo estimativa baseada em estudo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, afeta cerca de 13% da população brasileira, o equivalente a 27,5 milhões de pessoas. A condição ganhou visibilidade após o influenciador Felca compartilhar seu diagnóstico em um vídeo recente. Caracterizada pelo medo intenso de julgamentos, críticas e situações de exposição, a fobia social pode comprometer relacionamentos, estudos e atividades profissionais, levando à evitação de situações cotidianas.

De acordo com Lucas Ledo, psicólogo e professor de Psicologia da Unifametro, uma das principais diferenças entre a timidez e a fobia social está na intensidade do sofrimento e nos impactos provocados na rotina. “Muitas pessoas acabam confundindo com um traço de personalidade, mas a timidez não gera tanto sofrimento quanto uma ansiedade social propriamente dita, uma fobia social. A pessoa acaba por sentir medos constantes e intensos do julgamento, de críticas, da rejeição e de passar por situações que possam causar constrangimento”, explica. Segundo o especialista, o receio excessivo da avaliação dos outros pode fazer com que a pessoa se torne refém dos próprios pensamentos, antecipando situações negativas e evitando experiências por medo de passar vergonha.

Entre os sintomas mais comuns estão coração acelerado, tremores, dificuldade para falar, sensação de ficar com a mente em branco e até mesmo paralisia diante de determinadas situações. Também podem surgir preocupações excessivas com a opinião alheia e ansiedade antecipatória antes de compromissos sociais. Em alguns casos, a pessoa passa a evitar reuniões, festas, entrevistas de emprego e até conversas com desconhecidos. “Ela começa a evitar as relações sociais, reuniões, festas, entrevistas de emprego e até falar com desconhecidos, o que se torna um grande sacrifício em decorrência dessa preocupação excessiva”, destaca Lucas Ledo. Quando o medo é persistente e interfere na vida cotidiana, é importante procurar avaliação profissional, pois nem toda dificuldade de interação representa, necessariamente, um transtorno de ansiedade social.

As causas da fobia social são multifatoriais e podem envolver aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Experiências de bullying, críticas excessivas, rejeição familiar ou social e situações de humilhação podem contribuir para o desenvolvimento do quadro, embora não determinem que uma pessoa necessariamente desenvolverá o transtorno. No caso de Felca, o influenciador relatou episódios de violência e exclusão durante o período escolar. Para o psicólogo, compreender a história de cada indivíduo é fundamental para identificar os fatores envolvidos e construir estratégias de enfrentamento. “São vários fatores. Existe uma tríade importante, que envolve os aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Dependendo do contexto e das experiências vividas, essa sensação de paralisação e sofrimento pode surgir”, afirma.

Apesar dos desafios, a fobia social pode ser tratada, e o acompanhamento psicológico é um dos principais caminhos para reduzir os sintomas e recuperar a qualidade de vida. A psicoterapia auxilia na identificação de pensamentos e comportamentos associados ao medo, no desenvolvimento de estratégias para lidar com situações sociais e na compreensão dos próprios limites. Em determinados casos, a avaliação psiquiátrica também pode ser necessária para considerar outras formas de tratamento. “A psicoterapia pode ajudar a restabelecer padrões, reestruturar pensamentos e hábitos de vida, promover o autoconhecimento e encontrar estratégias de enfrentamento para os sintomas”, explica Lucas Ledo. O processo deve respeitar o ritmo e as necessidades de cada pessoa, com orientação profissional e construção gradual de segurança diante das situações que provocam ansiedade.

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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