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Consórcio conquista espaço entre investidores e amplia presença no planejamento financeiro

As vendas de cotas imobiliárias cresceram 41,9% no primeiro semestre de 2026, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. O avanço acompanha uma leitura mais ampla da modalidade, que passou a ser considerada na aquisição de imóveis para locação, salas comerciais, terrenos, veículos de trabalho e equipamentos produtivos.

Para Carlos Fuzinelli, CEO e cofundador da FVL Consórcios, corretora especializada em soluções para aquisição de bens e formação patrimonial, o consórcio pode ser incorporado a estratégias de médio e longo prazo. “A carta de crédito permite organizar uma compra que terá uma função dentro do patrimônio. O objetivo pode ser gerar aluguel, adquirir uma sede comercial, ampliar a capacidade produtiva ou preparar a expansão de um negócio. Quando o bem e a finalidade estão definidos, a modalidade ganha um papel estratégico”, afirma.

O crescimento do setor reforça essa ampliação de uso. O Sistema de Consórcios encerrou junho com o recorde de 13,36 milhões de participantes ativos, alta de 12,6% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com a ABAC.

A entidade não separa as contratações de acordo com a finalidade dada ao crédito, mas a expansão do segmento imobiliário ajuda a dimensionar o interesse por aquisições de maior valor. Na avaliação do executivo, a mudança está na forma como o consumidor relaciona a carta aos próprios objetivos financeiros.

Da carta de crédito à geração de renda

O uso patrimonial começa pela escolha do bem. Um imóvel destinado à locação pode criar uma fonte recorrente de receita, enquanto uma sala comercial pode reduzir despesas de ocupação ou ser incorporada aos ativos de uma empresa. Terrenos também podem atender a projetos de construção ou valorização futura.

Para profissionais autônomos e empresários, a estratégia pode envolver veículos, máquinas e equipamentos relacionados à atividade econômica. Nesse caso, a aquisição contribui para aumentar a capacidade de atendimento, reduzir custos operacionais ou viabilizar uma nova frente de atuação.

“O consórcio para investir não se resume ao imóvel. Uma clínica pode planejar a compra de equipamentos, uma empresa pode adquirir veículos para ampliar a operação e um empreendedor pode usar a carta para estruturar uma nova unidade. O ponto central é transformar o crédito em um bem que tenha utilidade econômica”, explica o especialista em consórcios.

No setor imobiliário, a carta pode ser utilizada para adquirir residências, salas comerciais, terrenos e unidades destinadas à locação, desde que a operação cumpra as condições do contrato e as regras da administradora. Essa flexibilidade permite adequar a compra ao momento e aos objetivos do contemplado.

O valor está no bem adquirido

O consórcio é um instrumento de aquisição, e o eventual retorno vem da destinação dada ao crédito. A Lei 11.795 define a modalidade como a reunião de pessoas físicas ou jurídicas para adquirir bens ou serviços por meio de autofinanciamento.

Na prática, isso significa que a valorização ou a geração de receita dependerá do ativo escolhido. Localização, preço, demanda, custos de manutenção e potencial de uso influenciam o resultado de um imóvel. No caso de veículos e equipamentos, devem ser considerados a produtividade esperada, as despesas operacionais e a contribuição para o faturamento.

Segundo o CEO da FVL Consórcios, essa análise deve ser feita antes da contratação. O valor da carta precisa corresponder ao bem pretendido, enquanto o prazo e a parcela devem permanecer compatíveis com a capacidade financeira do comprador.

“Quem utiliza o consórcio para ampliar patrimônio precisa começar pelo objetivo, não apenas pelo valor mensal. A parcela precisa caber no orçamento, o lance deve preservar a reserva para imprevistos e o bem escolhido deve cumprir uma função clara dentro da estratégia financeira ou empresarial”, ressalta o executivo.

Planejamento começa antes da contemplação

A contemplação ocorre por sorteio ou lance, conforme as regras previstas no contrato. Por isso, o consórcio tende a se ajustar a aquisições que podem ser organizadas ao longo do tempo, permitindo ao participante se preparar financeiramente para usar o crédito.

Quem pretende oferecer um lance pode acumular recursos durante o plano e acompanhar o histórico do grupo para tomar uma decisão compatível com sua disponibilidade financeira. A espera também pode ser usada para pesquisar bens, comparar preços e analisar quais oportunidades atendem melhor ao objetivo traçado.

A avaliação precisa incluir a taxa de administração, o eventual fundo de reserva, as demais cobranças previstas no contrato e o critério de atualização da carta e das prestações. Esses elementos permitem comparar a modalidade com o financiamento e o pagamento à vista de acordo com o custo total e a urgência da compra.

A contratação segura também exige a verificação da administradora no Banco Central e a leitura das regras de lance, reajuste, garantias e utilização do crédito. Com essas informações, o consumidor consegue integrar a carta a um plano patrimonial sem comprometer a liquidez necessária para outras despesas.

Com atuação nacional na venda direta e por meio de franquias, a FVL Consórcios projeta alcançar 50 unidades e chegar a R$ 1 bilhão em vendas até o fim de 2026. Os números são metas da própria companhia e integram seu plano de expansão.

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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