Crédito: Divulgação
A escritora cearense Maria Paz será uma das participantes da mesa “Mulheres que narram as periferias do Brasil”, que integra a programação oficial da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), um dos maiores e mais tradicionais festivais literários da América do Sul. O encontro acontece no dia 25 de julho, às 19h20, na Casa Escreva, Garota!, reunindo autoras que utilizam a literatura para dar visibilidade a histórias, territórios e personagens frequentemente ignorados no imaginário nacional.
Natural de Aracoiaba, na região do Maciço de Baturité, Maria Paz leva para o evento a experiência acumulada na construção de Refavelar, romance publicado pela LC Books que convida os leitores a enxergarem as comunidades brasileiras para além dos estereótipos.
Especialista em responsabilidade social e com reconhecimento internacional em diversidade e inclusão, Maria integra hoje o Grupo Mulheres do Brasil, presidido por Luiza Helena Trajano, também presidente do conselho do Magazine Luiza. A obra “Refavelar” acompanha uma executiva paulistana que se perde em uma favela e, a partir dessa experiência, descobre um Brasil marcado pela resistência, pela solidariedade e pela potência humana distante dos cartões-postais.
Encontro discutirá protagonismo periférico e feminino
Na mesa, a autora divide o espaço com Eunice Maciel, escritora de “Vamos conversar? – O poder do diálogo para resolver conflitos,” sob mediação de Marina Hadlich, eleita a melhor escritora de Florianópolis em 2025. O debate parte de uma provocação atual: por que o Brasil ainda ignora tantas narrativas, especialmente aquelas contadas por mulheres? A proposta é discutir pertencimento, comunidades, preconceitos, desigualdade social e o papel da literatura na construção de pontes entre diferentes realidades.
Ao lado das demais participantes, Maria Paz abordará como a ficção pode contribuir para ampliar olhares sobre as periferias e fortalecer vozes que historicamente tiveram menos espaço nos principais circuitos culturais do país.
