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Reconhecimento facial: saiba como funciona o sistema que ajudou a prender mais de 500 pessoas no Rio de Janeiro

Desde sua entrada em operação em dezembro de 2023, o sistema de reconhecimento facial implementado no Rio de Janeiro auxiliou a efetuar mais de 500 prisões, segundo dados divulgados pela Polícia Militar em fevereiro. Isso foi possível por meio de uma tecnologia que integra câmeras de alta resolução, que permitem visualizar rostos a grandes distâncias, a um software de reconhecimento facial de grande assertividade que consegue realizar a identificação das faces nas mais adversas condições.

“O grande diferencial é que se trata de um software de alta assertividade interligado a câmeras de alta resolução, com sistema de transmissão de dados criptografado. Essa combinação é capaz de identificar faces em meio a uma multidão. Pessoas com óculos e boné, e até mesmo rostos expostos em angulação severa, e transmitir essas informações de forma totalmente segura para o Centro de Comando”, explica Rafael Grande, Diretor da Vertical de Segurança Eletrônica da L8 Group, empresa responsável pelo fornecimento dos softwares e câmeras.

Além de faces, o sistema possui a capacidade de identificar outras características dos indivíduos presentes nas imagens, como cor da roupa, gênero e idade estimada, e o uso ou não de acessórios como bolsas, mochilas, chapéus e óculos.

Como funciona o sistema

Além da funcionalidade reconhecimento de faces e pessoas, utilizada para localizar procurados pela justiça e pessoas desaparecidas, o sistema possui um segundo módulo, utilizado para identificar veículos e placas. Esse módulo possibilita a identificação da placa do veículo presente na imagem, bem como sua cor, marca, modelo e tipo de chassi.

Grande ressalta que a principal diferença desse sistema em relação a outros já utilizados no país é a alta assertividade, mesmo em situações extremas, como pouca luz e alvos passando em alta velocidade, por exemplo. “As câmeras de alta resolução permitem a identificação de pessoas em multidões mesmo em movimento e com oclusão parcial do rosto, enquanto os veículos são identificados em velocidades de até 120km/h”, explica.

Para garantir uma conexão segura para a transmissão de dados entre os sistemas, a interligação entre as câmeras e os softwares são feitos por meio de um sistema criptografado, impedindo que sejam interceptados ou acessados sem autorização. 

No caso da função de reconhecimento facial as imagens são enviadas para o software de reconhecimento facial, que realiza a identificação dos rostos e os comparam a bancos de dados pré-programados, como de procurados pela justiça ou de pessoas desaparecidas. “Caso identifique algum rosto na lista, em milissegundos o software gera um alarme para o Centro de Comando e Controle da PMERJ”, explica Grande.

Com esse sistema, a Polícia Militar do Rio é capaz de monitorar a movimentação em pontos turísticos da cidade, rodovias e estações de transporte coletivo. A tecnologia opera conectada a centenas de dispositivos instalados em locais estratégicos, sendo possível integrar, inclusive, as imagens de fontes como os drones , os helicópteros e as 13 mil câmeras corporais portáteis utilizadas pelos agentes da PMERJ.  

Confira como funciona, passo a passo, o sistema de reconhecimento facial:

1 – Captação

As câmeras estrategicamente posicionadas capturam as imagens e transmitem para o Centro de Comando e Controle da PMERJ;

2 – Identificação

O software de reconhecimento facial analisa o fluxo de vídeo de cada câmera e identifica, baseado nas características faciais individuais, os rostos presentes nas imagens, criando um registro para cada rosto identificado. 

3 – Comparação e Reconhecimento

Cada registro facial discretizado é conferido mediante as listas de rostos procurados. Caso aconteça uma correspondência, um alarme é gerado para os operadores do Centro de Comando e Controle, que dão início à ação de segurança atinente a cada caso

O reconhecimento facial tem se mostrado uma ferramenta poderosa para a segurança pública, contribuindo para o combate ao crime e para a proteção da população. “O Governo do Estado tem investido muito em tecnologia para empregá-la na área de segurança. Hoje, não há um local de grande concentração de público que não esteja sendo monitorado”, afirma o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira.

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é Host do Podcast @podnoscontar. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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