O combate à violência de gênero ganhará um palco internacional no próximo dia 12 de março, unindo os esforços do Brasil e dos Estados Unidos em uma agenda estratégica. O encontro ocorre em um momento crucial, já que, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, foram registrados 1.470 feminicídios em 2025, número que superou o ano anterior. Diante desse cenário alarmante, a parceria inédita entre a prefeitura de Nova Iorque e o Instituto Por Elas busca trocar tecnologias sociais e políticas públicas que possam frear o avanço da criminalidade contra a mulher em ambos os países.
A iniciativa propõe uma imersão de lideranças femininas brasileiras no ecossistema de proteção nova-iorquino, focado em promover a igualdade e o suporte jurídico. De acordo com Rizzia Froes, advogada e fundadora da organização, o objetivo é cruzar fronteiras para entender o que tem funcionado em outras metrópoles e adaptar essas soluções à realidade local. Ela acredita que a união de forças é o único caminho para transformar um sistema que ainda falha em proteger as vítimas de forma integral.
“Este intercâmbio não é apenas uma visita institucional, mas um compromisso de levar o clamor das mulheres brasileiras para instâncias globais”, afirma a presidente do instituto. Para ela, estar dentro da prefeitura de Nova Iorque permite que o grupo acesse metodologias de acolhimento que priorizam a autonomia financeira da mulher, fator determinante para o rompimento do ciclo de abuso. Ela reforça que a experiência servirá para fortalecer a rede de apoio no Brasil, trazendo novos olhares sobre a segurança preventiva.
Durante o evento, serão discutidas diretrizes de cooperação que envolvem desde o monitoramento de agressores até o suporte psicológico de longo prazo. A idealizadora do projeto destaca que a violência não escolhe classe social ou CEP, e que o intercâmbio de vivências entre as duas nações pode acelerar a implementação de leis mais eficazes. “Nossa intenção é construir uma ponte sólida onde o conhecimento flua e salve vidas”, pontua a advogada, reiterando a importância de ocupar espaços de poder com pautas urgentes.
O encontro em solo americano marca um passo significativo na trajetória do Instituto Por Elas, consolidando sua atuação como uma ponte entre a sociedade civil e o poder público. Diferente de participações convencionais, o Instituto Por Elas oferece a um grupo seleto de executivas e empreendedoras a oportunidade de integrar sua Delegação Oficial. Fazer parte da comitiva significa ter acesso direto aos bastidores das decisões mundiais e a momentos de networking de altíssimo nível. Ao final da agenda, o grupo pretende consolidar um relatório de boas práticas que será apresentado a gestores brasileiros, visando influenciar novas legislações. A expectativa é que essa conexão resulte em ações práticas que retirem as mulheres do papel de estatística e as coloquem como prioridade absoluta nas agendas governamentais.
Interessadas em se inscrever na comitiva devem entrar em contato pelos canais oficiais. Site: porelas.org | Instagram: @institutoporelas
Fonte: Rizzia Froes – Advogada e Presidente e fundadora do Instituto Por Elas.
