O mercado global de academias de saúde e fitness vive uma fase de expansão acelerada. Estimativas da Mordor Intelligence indicam que o setor, que movimentou US$ 98,14 bilhões (R$ 530 bi) em 2023, deve alcançar US$ 172,95 bilhões (R$ 935 bi) até 2028, impulsionado pela crescente busca por qualidade de vida, prevenção de doenças e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
No Brasil, o impacto econômico do segmento também é expressivo. Dados do Ministério do Esporte mostram que o setor esportivo movimentou R$ 183,4 bilhões em 2023, o equivalente a 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB), superando inclusive a participação da área cultural na economia do país. O desempenho reforça o papel do esporte e das academias como vetor relevante de desenvolvimento econômico.
Esse crescimento reflete uma transformação estrutural do mercado fitness, que deixou de ser associado apenas à estética para se consolidar como um ecossistema econômico robusto. O número de academias no Brasil quase dobrou nos últimos cinco anos, passando de cerca de 30 mil para 57 mil unidades, enquanto o faturamento do setor saltou de R$ 11,8 bilhões para R$ 17 bilhões anuais, segundo o Panorama Setorial Fitness Brasil 2024, elaborado pela EY.
Crescimento econômico e geração de empregos
Além do aumento no número de alunos, o setor se destaca como importante gerador de empregos diretos e indiretos, movimentando cadeias que vão da construção civil ao comércio de equipamentos, suplementos e serviços especializados.
“A expansão do segmento fitness reflete uma busca cada vez maior por equilíbrio entre vida profissional e pessoal, aliada à conscientização sobre a importância da atividade física. Hoje, o exercício deixou de ser um luxo e passou a ser entendido como necessidade”, afirma Bruno Turazzi, diretor de expansão da rede Azzurro Fitness.
Segundo o executivo, o impacto econômico começa antes mesmo da abertura de uma unidade.
“A economia local já é ativada na fase de obras, com a contratação de profissionais para adequações e infraestrutura. Depois disso, vêm as contratações de mão-de-obra. Em uma academia de grande porte, são necessários, em média, cerca de 20 colaboradores para atender a demanda, considerando horários estendidos e diferentes funções”, explica.
Bruno destaca ainda o papel social do setor como porta de entrada para jovens no mercado de trabalho. “O segmento fitness gera oportunidades para recepcionistas, gestores, profissionais de limpeza, manutenção, comunicação e Educação Física. Muitas vezes, é o primeiro emprego de muitos jovens, que iniciam suas carreiras e crescem profissionalmente dentro das academias”, pontua.
Novo comportamento do consumidor impulsiona o mercado
Inserida nesse contexto de expansão, a Azzurro Fitness é exemplo de uma rede que cresce em sintonia com a economia regional. Com unidades em Lagoinha, Caçapava e Taubaté, a marca prevê a inauguração de novas operações, ampliando sua presença no Vale do Paraíba e gerando impacto direto nas comunidades onde atua. “Nosso foco é atender pessoas que buscam qualidade de vida e melhora da saúde, que são os primeiros benefícios percebidos pelos alunos ao iniciarem a prática de exercícios”, afirma o diretor.
Para Turazzi, o crescimento do setor também acompanha uma mudança definitiva no comportamento dos alunos. “Hoje, o treino de musculação faz parte da rotina das pessoas, assim como outras atividades do dia a dia. Mesmo quem ainda não frequenta uma academia já reconhece a importância da atividade física e planeja iniciar ou retomar os treinos”, observa.
O ritmo acelerado do mercado indica que ainda há espaço para novas unidades e inovações nos próximos anos. “Vejo muitas oportunidades para 2026 e para os próximos cinco anos, porque a demanda continua aumentando. Já no início de 2026, vamos inaugurar mais uma unidade, ampliando nosso alcance e levando saúde e bem-estar para mais pessoas”, conclui.
