Voltar a rotina no início de um novo ano é, para muitos, desafiador. Após alguns dias de descanso, o corpo demora um pouco para voltar a sua força habitual para enfrentar a rotina de atividades. Porém, e se essa demora a retornar ao “normal” for algo mais complexo? Muitas vezes é necessária uma investigação mais profunda.
Conforme o clínico geral do laboratório Mais Lab, unidade de atendimento laboratorial do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), Dr. Rômulo Viana, tirar um tempo neste início de ano para um check-up é fundamental para entender como está o funcionamento corporal interno. Um dos hormônios que deve ter uma atenção é o cortisol.
“O cortisol é um hormônio essencial na resposta do estresse, regulação do metabolismo e sistema imunológico, além de controle de inflamações. Os hormônios são substâncias químicas que coordenam diferentes funções no corpo, enviando mensagem que sinalizam o que o corpo deve fazer e quando fazer”, explica o médico.
Sintomas
Os níveis de cortisol variam ao longo do dia, porém, quando a concentração dessa substância está alta ou baixa, pode acarretar diversas consequências no corpo humano.
Quando o hormônio está baixo, denomina-se hipocortisolemia ou hipocortisolismo. A produção baixa pode causar uma condição conhecida como insuficiência adrenal. Os principais sintomas são: fadiga crônica, perda de peso e apetite, hipotensão arterial (pressão baixa), hipoglicemia (baixo açúcar no sangue), desidratação, dores musculares, entre outras.
O excesso de cortisol, também conhecido como hipercortisolema ou hipocortisolismo, pode ser uma indicação de tumores, como, por exemplo, os adrenais e os hipofisários. Os sintomas mais comuns são: obesidade, face arrendondada, fraqueza muscular, hipertensão arterial (pressão alta), hiperglicemia (alto açúcar no sangue), osteoporose, estrias arroxeadas, diabetes tipo 2, aumento do risco de infecções.
Saúde mental
Além dos sintomas físicos, o cortisol ainda afeta a função cognitiva e o humor. “ O cérebro é altamente sensível às flutuações do cortisol. Níveis elevados do hormônio ao longo do tempo afetam a estrutura e a função das redes neurais. Os sintomas mais comuns estão associados a problemas como ansiedade, depressão e dificuldade de concentração”, explica.
