Foto: Lucas Guimarães
Em menos de uma década, Deusnir Souza se viu gravando de forma simples e caseira o seu primeiro curso ministrado por si próprio e dando o nome de “Harmonia de Gigante”. Depois se viu conquistando mais espaços e realizando um sonho ao participar do evento Namm Show. A inspiração foi tanta, que quando colocou os pés novamente no Brasil, reuniu amigos e grandes músicos para participar do projeto pelo qual ele chamaria pelo mesmo nome de onde tudo começou. “Harmonia de Gigante” é um ousado jazz contemporâneo de quem tem experiência e história para contar – e conta – através do seu primeiro álbum, com participações de peso e disponível nas plataformas digitais.
Nascido em uma realidade que perder não era opção, Deusnir Souza foi o terceiro e último filho. Cresceu ao lado da sua mãe que respirava música e o seu gosto musical foi construído por influências dela, das rádios que escutavam juntos e da igreja. Assim, como muitos brasileiros. Mas, desde que o músico pegou pela primeira vez em um teclado sabia que não seria só o seu nome que as pessoas achariam diferente. O álbum “Harmonia de Gigante” é o resultado de um processo de anos de estudo, foco e muita determinação do artista que soube atravessar as fronteiras naturais e musicais.
Por isso, o álbum carrega grandes influências da música negra norte-americana sem deixar de lado a latinidade do sangue brasileiro. É jazz, hip hop, samba, soul, choro com swing do tecladista – marca registrada para quem o já acompanha tocando em bandas ou para quem o segue nas redes sociais, só no instagram são mais de 120 mil seguidores.
Escute aqui:
https://onerpm.link/harmoniadegigante
O álbum começa com a “Intro” e sua voz robotizada já avisa que esse é o seu primeiro trabalho, a magia do dj se mistura com o som de teclado, remetendo ao estilo hip hop. Em seguida, “Hubert” entrega maestria harmônica em homenagem ao músico Doobie Powell, tem uma virada de samba e ainda com participação do grande trombonista, Jorginho Neto. A terceira faixa é a famosa “Cartagena” , single que já foi lançado e relançado em outro formato, a primeira versão foi composta para um projeto da marca Nord Keyboards. “A Paz” traz a brilhante Paula Lima no vocal com a sua técnica e é acompanhada apenas no piano pelo Deusnir Souza.
“Harmonia de Gigante” além da faixa-título é a favorita do tecladista que também remete ao Hip Hop das antigas. “Além de Dez” chega em formato de comemoração, de ser grato, é leve, gostosa e cantada pela mestra, Tássia Reis. Já “Meditação Notívaga” foi gravada de uma só vez e só piano e te faz viajar, refletir e meditar. “Requinte” foi a que abriu caminhos para o trabalho e é acompanhada por músicos de peso, como Michael Pipoquinha e Renato Galvão. “Brotherhood” é feita em família e com seus irmãos que não tocam ou cantam profissionalmente, mas amaram serem convidados por seu irmão mais novo, inclusive, o nome da faixa é uma tatuagem que eles fizeram juntos há uns anos. “Choro Canadense” surgiu com a mistura do choro, estilo brasileiro criado no Rio de Janeiro no século XIX, com muitos elementos de uma de suas influências: Oscar Peterson, um pianista canadense. E por fim, “Drum Mouth” é um trap com Henry Marcelino, baterista especialista em viradas. Em penúltimo, a música
“Harmonia de Gigante” foi composto e produzido pelo próprio Deusnir, algumas faixas recebem também as participações de Davi Carvalho e Bruninho Nunes, tanto nas produções como mixagem e masterização. São onze faixas com participações de grandes músicos requintados brasileiros, como Jhow Produz, Cleverson Silva, Mackson Kennedy, Michael Pipoquinha, Daniel Pinheiro e muito mais. O trabalho marca a estreia do tecladista que visa tocar cada vez mais com o seu trabalho solo e firma ainda mais a sua parceria pelo selo ForMusic.
