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Canetas emagrecedoras falsificadas: como identificar, quais os riscos e quando ligar o alerta

A busca crescente por tratamentos injetáveis contra a obesidade gerou um cenário preocupante para a saúde pública: a explosão de falsificações de medicamentos como o Ozempic. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam um aumento significativo no número de alertas e apreensões desses produtos no último ano, impulsionado por ofertas enganosas em sites de compras e redes sociais. O perigo é silencioso, pois as réplicas visuais estão cada vez mais sofisticadas, tornando quase impossível para um olhar leigo distinguir a embalagem autêntica de uma unidade adulterada que pode conter substâncias tóxicas ou ineficazes.

De acordo com o Dr. Bruno Sander, gastroenterologista, endoscopista e especialista em emagrecimento, o paciente precisa estar atento a detalhes que vão além da caixa. “O primeiro ponto de desconfiança deve ser o preço, já que valores muito abaixo da tabela de mercado geralmente indicam origem ilícita”, explica. O médico orienta que, ao manusear a caneta, é fundamental observar a cor do líquido, que deve ser totalmente transparente; qualquer turvação ou presença de partículas indica que o produto não é original ou está degradado. Além disso, o especialista destaca que o seletor de doses deve girar suavemente, sem travas ou barulhos metálicos estranhos.

Um dado alarmante que reforça a gravidade do problema é que, em diversos casos de falsificação interceptados, as canetas continham insulina em vez do princípio ativo prometido. O especialista alerta que a aplicação equivocada de insulina em uma pessoa que não necessita do hormônio pode causar um quadro de hipoglicemia severa em poucos minutos, levando a desmaios, convulsões e até ao coma. “Injetar uma substância sem procedência é um risco biológico enorme, pois não há garantias sobre a esterilidade do líquido, o que abre portas para infecções graves e abcessos no local da aplicação”, ressalta.

Os sintomas após o uso também servem como um termômetro de segurança importante. “Enquanto os efeitos colaterais comuns da medicação original são conhecidos e controlados, como leves náuseas, o uso de produtos falsos costuma desencadear reações imediatas e agressivas, como taquicardia, suor frio intenso e vômitos persistentes. Conforme explica o médico, se o corpo reagir de forma atípica logo após o uso, a orientação é suspender o tratamento imediatamente e procurar ajuda hospitalar, levando a embalagem e o dispositivo para análise, auxiliando as autoridades no rastreio desses lotes criminosos”, pontua o Dr. 

Além do perigo químico, o gastroenterologista pontua que existe o prejuízo terapêutico, já que o paciente interrompe um tratamento sério para usar algo que não terá efeito real sobre o metabolismo. O acompanhamento especializado é a maior blindagem que alguém pode ter, pois o clínico saberá identificar se o progresso do emagrecimento está condizente com a medicação prescrita. A segurança começa na escolha da farmácia, preferencialmente grandes redes que possuem controle rigoroso de estoque e exigem nota fiscal, garantindo a rastreabilidade desde a fábrica até o consumidor final.

Por fim, Bruno reforça que o emagrecimento deve ser um processo de ganho de saúde e não uma exposição a riscos desnecessários. “O alerta serve como um chamado à prudência: a saúde é um patrimônio valioso demais para ser confiado a vendedores anônimos na internet, e o respaldo de um profissional qualificado continua sendo o pilar indispensável para um tratamento seguro. A educação do consumidor é, atualmente, a ferramenta mais eficaz para frear o avanço do mercado clandestino que lucra com a vulnerabilidade de quem busca qualidade de vida”, finaliza. 

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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