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Após a repercussão do quadro de saúde da cantora Anitta, que precisou ser internada por conta de uma infecção bacteriana, especialistas reforçam a importância de entender e combater esse tipo de infecção, que pode afetar qualquer pessoa. Infecções bacterianas ocorrem quando bactérias invadem o corpo e causam doenças. Elas podem acometer a pele, pulmões, trato urinário, intestino, sangue e diversos outros órgãos. Pneumonias, infecções urinárias, amigdalites e meningites estão entre os exemplos mais comuns.
“O tratamento geralmente é feito com antibióticos, mas o uso inadequado ou excessivo desses medicamentos tem gerado um problema crescente: a resistência bacteriana. Isso significa que infecções que antes eram simples agora podem se tornar graves e até fatais”, alerta o médico infectologista Dr. Klinger Soares Faíco Filho.
De acordo com um estudo global publicado na revista The Lancet e divulgado pela Pesquisa FAPESP, se nenhuma medida for tomada, cerca de 39 milhões de pessoas podem morrer até 2050 por infecções causadas por bactérias resistentes. Quase 10% dessas mortes devem ocorrer na América Latina.
“Vacinação, uso responsável de antibióticos, higiene básica e políticas públicas de vigilância e prevenção são ferramentas poderosas, e já disponíveis, para conter o avanço da resistência.”, explica Dr. Klinger Faíco.
O caso de Anitta chama a atenção, mas é também um lembrete: infecções bacterianas são parte do nosso cotidiano e precisam ser tratadas com informação, responsabilidade e ação.
