Durante 17 dias, o Ceará será palco de acrobacias, malabarismos, palhaçaria, equilibrismo e outras linguagens do circo contemporâneo. De 6 a 22 de novembro, a 12ª edição do Festival Internacional de Circo do Ceará (FICC) reúne artistas de sete países e de 11 estados brasileiros em uma programação gratuita que passa por Fortaleza, Paracuru, Itapipoca, Aquiraz e Aracati.
Serão cerca de 84 apresentações, com a participação de 40 companhias, artistas independentes e coletivos. A programação reúne diferentes gerações e trajetórias das artes circenses, de trabalho de companhias internacionais a produções de artistas cearenses. Além dos espetáculos, o festival promove ações de formação, intercâmbio e circulação.
Circo sem fronteiras
A dimensão internacional aparece em atrações da Argentina, Bélgica, Chile, Espanha, Itália, México e Peru. Entre os nomes estão a argentina ManoAmano Circo, o espanhol Mr. Copini, o Circus Family on the Road, da Espanha e Itália, o Latin Duo, da Argentina e do Peru, e artistas da École Supérieure des Arts du Cirque (ESAC), da Bélgica.
O Brasil também chega ao picadeiro por diferentes sotaques. O festival recebe artistas de Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo, além do Ceará. A produção cearense está representada por artistas de Aracati, Fortaleza, Horizonte, Itapipoca, Maracanaú, Orós, Pacatuba e Russas.
Entre as diferentes linguagens presentes na programação estão acrobacia, malabarismo, equilibrismo, ilusionismo, palhaçaria, bambolê, tecido e lira acrobática, em espetáculos que aproximam tradições circenses e experimentações contemporâneas.
Do litoral ao interior
A abertura será em Fortaleza, na sexta-feira, 6 de novembro, no Teatro do Dragão do Mar, com El Folk Chou, da Cia. Cabaret Capricho, do México. Até 10 de novembro, a programação também ocupa o Anfiteatro do Dragão do Mar, a Escola Pública de Circo da Vila das Artes, o Instituto Cearense de Educação de Surdos (ICES) e o Parque do Cocó.
Depois da capital, o festival segue pelo litoral e pelo interior. Paracuru recebe a programação nos dias 11 e 12; Itapipoca, de 14 a 17; Aquiraz, no dia 19; e Canoa Quebrada, em Aracati, nos dias 21 e 22. A programação ocupa diferentes espaços ao longo do percurso, entre teatros, equipamentos culturais e estruturas circenses.
A circulação também amplia a presença do circo para além dos palcos e dos circuitos tradicionais de apresentação. É o caso do FICC nas Escolas, que leva espetáculos a instituições de ensino, e do FICC em Rede, que ocupa espaços públicos e aproxima as artes circenses de diferentes comunidades.
Formação, intercâmbio e tradição
A programação vai além dos espetáculos. A Mostra Escolas de Circo promove o intercâmbio entre processos de formação brasileiros e internacionais, enquanto o Programa Luz no Picadeiro reúne artistas, educadores, gestores culturais, pesquisadores e estudantes em atividades de formação e troca de experiências.
Outra frente é o Programa Lona Aberta, que valoriza a tradição dos circos itinerantes e sua relação com as comunidades. Nesta edição, participam Circo Castelo Encantado, Circo do Pica-Pau, Marlyn Circo – O Circo da Rússia, Circo Oscar e Baratinha Circo Show, com programação gratuita nas comunidades onde estiverem instalados.
Ao reunir artistas de diferentes países, estados e gerações e levar o circo a teatros, praças, escolas e espaços públicos, o FICC constrói uma programação que combina espetáculo, formação e circulação. A programação completa do 12º Festival Internacional de Circo do Ceará, com datas, horários, locais e atrações, pode ser conferida no site do evento: www.festivaldecircoceara.com.
