Conhecida pela medicina desde 1860, a endometriose continua sendo um importante desafio para a saúde feminina no Brasil. A doença, de caráter crônico e inflamatório, é considerada benigna, mas pode provocar impactos significativos na vida das pacientes. Estima-se que mais de 7 milhões de brasileiras convivam com a condição, que pode causar desde cólicas menstruais intensas e infertilidade até dores incapacitantes. Além dos efeitos físicos, a endometriose também pode comprometer a qualidade de vida, a saúde mental e o desempenho social, escolar e profissional de meninas e mulheres.
O acesso ao diagnóstico e ao tratamento da endometriose ainda é um desafio para milhares de mulheres. Para mudar essa realidade, o Núcleo de Endometriose e Cirurgia (NECi) oferece atendimento popular, ampliando o acesso a consultas especializadas e ao acompanhamento da doença para pacientes que encontram dificuldades em custear esse tipo de assistência. A iniciativa é conduzida pelo ginecologista Dr. Sidney Pearce e pelo cirurgião do aparelho digestivo e especialista em endometriose Dr. Cadu Queiroz, que atuam de forma integrada para proporcionar um cuidado individualizado, desde o diagnóstico até o tratamento clínico e cirúrgico, quando necessário.
A proposta do NECi é democratizar o acesso à medicina especializada, permitindo que mulheres com menor poder aquisitivo também tenham acesso a um atendimento qualificado, com avaliação especializada, acompanhamento contínuo e definição da melhor conduta para cada caso.
Além dos atendimentos realizados em Fortaleza, o núcleo promove ações mensais em Juazeiro do Norte, levando consultas especializadas à região do Cariri. A iniciativa reforça o compromisso do NECi em descentralizar o acesso ao tratamento da endometriose e ampliar o alcance da assistência especializada, contribuindo para que mais mulheres tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento adequado.
