Créditos: Moriva Filmes
Há experiências que resistem às palavras, pois, por mais que se tente descrevê-las, sempre parece faltar um detalhe, um gesto ou uma sensação impossível de traduzir. Foi exatamente o que aconteceu neste sábado (25), em São Paulo, quando a nave de Xuxa surgiu sobre um estádio completamente lotado e entregue. Diante de 50 mil pessoas, pela primeira vez, um dos maiores símbolos da televisão brasileira deixava de existir apenas dentro da tela para sobrevoar aqueles que, durante décadas, acompanharam suas aventuras diariamente. Começou, assim, a Xuxa – O Último Voo da Nave, turnê realizada pela 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, e apresentada pelo Itaú Live, plataforma proprietária de música do Itaú Unibanco. A produção percorre mais de quatro décadas da história da artista por meio de um show que reúne música, tecnologia, cenários inéditos e personagens que marcaram a infância de milhões de brasileiros. O espetáculo retorna a São Paulo no próximo dia 31 de julho, no mesmo local, com os últimos ingressos disponíveis pela Eventim (acesse aqui).
O show foi dividido em seis atos. O primeiro, fazendo referência ao Xou da Xuxa, seguindo para o Reino Encantado, XSPB, Xuxa Park, Planeta Xuxa e encerrando com Lua de Cristal. Cada fase com músicas icônicas de etapas de sua carreira, como “Xou da Xuxa”, “Hoje é Dia de Folia”, “Tô de Bem com a Vida”, “Estátua”, “Cabeça, Ombro, Joelho” e “Pé e Marquei um X”.
A Xuxa do futuro apareceu no telão conversando com os “terráqueos”. Quando a nave cruzou a plateia e a artista aterrissou no palco, o estádio teve uma catarse. Todo iluminado e idêntico ao que Xuxa usava em seu programa nos anos 80 e 90, o equipamento com 18m de altura e 50m de largura sobrevoou fãs, a 4m de altura. A rainha desceu da nave cantando “Doce Mel”, um de seus maiores sucessos, devidamente acompanhada por um público completamente emocionado. “O Xou da Xuxa começou”, ela disse, e assim foi.
Em “Tô de Bem com a Vida”, a plateia relembrou que ser feliz é uma das principais ideologias da artista. ”Nossa, eu tenho muita coisa para falar com vocês. A energia e o carinho de vocês faz eu me sentir uma estrela. O brilho de vocês brilha em mim”, disse Xuxa, emocionada, seguido por um pedido que conduziu toda a noite: “O que eu quero é ver vocês muito felizes. Então solte o baixinho, brinque, se divirta. Esse é o meu maior sonho”.
Um dos capítulos mais simbólicos da apresentação ocorreu com a entrada das Paquitas. O bloco dedicado ao Xuxa Só Para Baixinhos mostrou que, muito antes de se consolidar como um dos projetos infantis mais bem-sucedidos do país, já fazia parte do aprendizado de milhões de crianças. Quando chegou ao universo de Xuxa Park e do Planeta Xuxa, a atmosfera ganhou outra velocidade. “É de Chocolate”, “Eu Tô Feliz”, “Giro do Planeta” e “Libera Geral” transformaram o estádio em uma grande pista e o telão exibia uma gigantesca e mágica fábrica de brinquedos. A festa atingiu seu ponto máximo com “Ilariê”, que produziu uma das imagens mais impressionantes da noite. Assim que os primeiros acordes soaram, todos presentes passaram a cantar em uníssono. Depois desta explosão coletiva, a emoção tomou conta com “Lua de Cristal”. O ritmo desacelerou, os abraços surgiram naturalmente entre famílias e amigos e o estádio passou a cantar uma das canções que melhor sintetizam a mensagem construída por Xuxa ao longo de sua trajetória, a qual emana amor, paz, respeito e empatia.
O encerramento veio com o esperado “Beijinho, Beijinho”, fechando o espetáculo com o tradicional bordão da artista. E mostrou que a rainha dos baixinhos realmente nunca perderá a sua majestade. Com um look branco futurista, Xuxa foi abduzida: “Pela última vez, a nave está se despedindo”, disse.
Depois de São Paulo, O Último Voo da Nave segue viagem pelo Brasil com apresentações na Arena da Baixada, em Curitiba, no dia 26 de setembro; na Arena MRV, em Belo Horizonte, no dia 14 de novembro; e no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 20 de dezembro. Em todas as praças ainda há poucos ingressos disponíveis também na Eventim. Para quem esteve na primeira apresentação, ficou a lembrança de uma noite em que quatro décadas da cultura pop brasileira voltaram a acontecer diante dos próprios olhos. Para quem ainda vai embarcar nessa viagem, a oportunidade de reencontrar personagens, músicas e emoções que continuam atravessando o tempo é, de fato, imperdível.
