O mercado imobiliário brasileiro apresenta um cenário de forte intenção de compra, mas impõe às empresas do setor o desafio urgente de transformar o relacionamento com o cliente. Uma pesquisa nacional realizada pela Offerwise, a pedido da plataforma Loft, revelou que metade das famílias brasileiras com renda superior a R$ 2,5 mil planeja adquirir um imóvel. O apetite do consumidor é imediato, visto que 35% desse grupo pretendem concretizar a transação ainda no decorrer de 2026. O estudo, que ouviu 2.500 pessoas em março, mapeou detalhadamente as expectativas e as exigências do público em relação aos serviços prestados por corretores e imobiliárias.
Os dados apontam que o setor tem diante de si uma excelente oportunidade de expansão, desde que consiga corrigir antigos vícios de atendimento que ainda geram atrito com os potenciais compradores. A falta de clareza nas informações e a postura comercial agressiva surgem como as principais barreiras de entrada. De acordo com o levantamento, batizado de “O que o brasileiro pensa sobre as imobiliárias”, a pressão excessiva dos corretores para o fechamento imediato do negócio afasta 36% dos entrevistados. Logo em seguida, a falta de transparência durante o processo de negociação foi apontada por 34% dos participantes como um motivo crucial para evitar a contratação desses profissionais.
Por outro lado, o estudo identificou um paradoxo interessante: embora o primeiro contato possa gerar desconfiança, a experiência real com o serviço consolida uma percepção altamente positiva. Entre os clientes que de fato realizaram transações de compra, venda ou locação nos últimos doze meses, o índice de fidelidade e satisfação atingiu a marca de 81%. Esse expressivo grupo de proprietários, compradores e inquilinos garantiu que voltaria a utilizar o suporte de uma imobiliária em negócios futuros, o que demonstra o valor prático da intermediação no momento em que ela é efetivamente colocada à prova.
Essa alta intenção de investimento mapeada pela pesquisa também impulsiona o segmento corporativo, gerando uma busca crescente por imóveis comerciais em São Paulo. Empresas e profissionais autônomos aproveitam o otimismo do mercado para expandir suas operações na capital paulista, o que exige das imobiliárias uma abordagem ainda mais estratégica e transparente para atender a esse público de negócios.
Diante dessa movimentação, o cliente corporativo tem se tornado mais exigente e atento aos detalhes. Saber como escolher sala comercial em SP passou a ser um diferencial para o sucesso das empresas, que demandam dos corretores não apenas agilidade, mas também uma consultoria profunda sobre localização, infraestrutura tecnológica e segurança jurídica dos contratos.
O grande trunfo das imobiliárias para converter toda essa intenção de compra em contratos assinados reside justamente na segurança e na desburocratização. Entre os clientes satisfeitos ouvidos no estudo, a garantia de proteção jurídica em todas as etapas do processo foi o fator mais elogiado, alcançando 90% de aprovação. A expertise técnica das empresas na análise minuciosa de documentos foi reconhecida por 89% dos usuários, enquanto a facilidade em resolver entraves burocráticos e confeccionar contratos sob medida foi chancelada por 88% dos respondentes.
Em 2026 mostra que o consumidor brasileiro valoriza o conhecimento técnico e a blindagem legal que as imobiliárias oferecem. O sucesso das empresas no fechamento de novos negócios dependerá diretamente da capacidade do setor de substituir a cultura da insistência por uma abordagem mais consultiva e transparente, acolhendo a expressiva fatia de famílias e empreendedores que estão prontas para investir.
