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10 de maio: do exemplo em casa para o cuidado com o outro marca a rotina de mãe e filha no Ceará

A percepção de que a mãe Terezinha Rodrigues Rolim, hoje com 91 anos, precisava de estímulos mentais com o avançar da idade, fez com a psicopedagoga e estudiosa do envelhecimento, Danniela Rolim Medeiros (56), buscasse um método que proporcionasse uma qualidade de vida para ela nesse processo. O cuidado também se estendeu para a sogra Lúcia Gurgel Nogueira de Medeiros, também com 91 anos, e passou a despertar a terceira geração da família: Sarah Rolim Medeiros (28). Mãe e filha, Danniela e Sarah, atuam juntas no Super Cérebro Longevidade, em Fortaleza (CE), e mostram uma realidade nesta data comemorativa tão significativa, 10 de maio, em que elas são maioria no cuidado com os mais velhos.

Consciente de que o envelhecimento começa muito antes de qualquer diagnóstico e ainda é ignorado por muitas famílias, Danniela percebeu os primeiros sinais com mais sensibilidade na sua mãe: um esquecimento aqui, uma dificuldade ali, uma mudança no humor ou na disposição. “Eu entendi que envelhecer não é sinônimo de perder, é um processo que pode ser cuidado, estimulado e vivido com qualidade. E foi nesse momento que eu tive a certeza de que não dava para esperar um problema aparecer. Era preciso agir antes”, comenta a psicopedagoga. No início, descreve, o cuidado era mais intuitivo e baseado em proteção. E com o tempo, percebeu que proteger demais também limita.

A sua base em neurociência e envelhecimento saudável foi fundamental para ressignificar completamente esse cuidado consciente, por meio do estímulo cognitivo diário, incentivo à autonomia, socialização e atividades que desafiam o cérebro. “Hoje, o foco não é cuidar delas. É cuidar com elas. Eu não faço por elas. Eu estimulo que elas façam, pensem, decidam, participem. E isso muda tudo: elas se sentem vivas, participativas e confiantes. Porque o maior cuidado que podemos oferecer não é fazer pelo outro, é manter esse outro ativo na própria vida”, acrescenta Danniela.

Cabe destacar, que a maioria das pessoas só desperta para isso quando já existe um comprometimento cognitivo, emocional ou funcional, o que comprova a cultura muito forte de cuidar do corpo e negligenciar a mente. O cuidado com o cérebro não pode ser reativo, ele precisa ser preventivo, e isso precisa mudar. É recomendado por especialistas em envelhecimento que a partir dos 40, 50 anos o cérebro seja estimulado, treinado e fortalecido, pois há uma capacidade incrível de adaptação, identificada por neuroplasticidade.

Entre as dicas para o convívio familiar sadio com uma pessoa idosa, Danniela recomenda estimular a independência; conversar; ouvir; incluir nas decisões; propor desafios (jogos, leitura, cálculos, atividades cognitivas); incentivar a vida social; manter a rotina com propósito; e valorizar a história e a identidade dessa pessoa. Por outro lado, deve-se evitar infantilizar; fazer tudo por ela sem necessidade; isolar; tratar como incapaz; e ignorar sinais emocionais. “O maior erro da família é tirar a autonomia achando que está ajudando. E, na prática, isso acelera o declínio”, alerta.

Terceira geração da família, Sarah Rolim Medeiros (28) descreve a mãe como um exemplo de coragem. “Ela teve a força de recomeçar e seguir o propósito dela, mesmo diante das dificuldades. Convivendo com ela de perto, eu vejo isso todos os dias, na forma como ela se posiciona, como trabalha e como cuida das pessoas”, compartilha. Inspirada na mãe, que teve o instinto de estimular a avó no processo de envelhecimento, ela também quer que ela passe por essa fase com autonomia e saúde mental ativa. “Isso é algo que a gente começa a construir agora, no presente”, reforça.

No auge da sua juventude, Sarah vem dando os primeiros passos para cuidar da mãe no futuro. Atleta, o movimento já faz parte da sua vida, seguindo o exemplo dos pais dentro de casa, que sempre foram ativos. “No dia a dia, o cuidado acontece por meio do incentivo ao estilo de vida, estimulando a mente e, claro, com muito carinho. Com minhas avós, o cuidado vem muito por meio da presença, do carinho e da escuta. É respeitar o tempo delas, valorizar a história e entender que, muitas vezes, o mais importante é simplesmente estar ali de verdade”, ensina. Sua mensagem é para que as pessoas não deixem para valorizar depois, pois o envelhecimento é um processo que acontece aos poucos, e a forma como a se faz presente hoje, faz toda a diferença lá na frente.

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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