Presente em estados do Norte e Nordeste, inclusive em territórios de difícil acesso, o Projeto Dignidade para a Infância, realizado pela Associação O Pequeno Nazareno em parceria com a Petrobras, por meio do programa Petrobras socioambiental, tem como missão promover cuidado integral a pessoas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa oferece atendimentos psicológicos e sociais, além de ações de orientação para o mundo do trabalho, fortalecendo trajetórias e ampliando perspectivas de vida para crianças, adolescentes, jovens e adultos.
Com uma equipe multidisciplinar e duração de 36 meses, o projeto vem produzindo impactos na sociedade, o que é visto nos relatos de participantes dos grupos terapêuticos, focais e das capacitações. São histórias atravessadas por um mesmo eixo, que busca o resgate da dignidade por meio da escuta, do acolhimento e do acesso à informação.
Uma dessas histórias é a de Glauciane Antunes, 25 anos, de Manaus (AM). Mãe de duas crianças e grávida do terceiro filho, encontrou no Projeto Dignidade para a Infância um ponto de virada. Após conhecer a iniciativa durante uma ação de doação de alimentos, passou a integrar o Dignidade para as Minas, grupo socioemocional voltado a adolescentes e jovens mães.
No espaço, Glauciane fortaleceu a autoestima, passou a reconhecer direitos e compreendeu a educação como ferramenta central para transformar sua realidade. Motivada por esse processo, planeja retornar à escola este ano de 2026, ao lado do companheiro, com o objetivo de ampliar suas oportunidades e construir um futuro mais justo para sua família.
Presente em 13 localidades do Norte e Nordeste, cerca de 10.140 crianças, adolescentes e mulheres devem ser beneficiadas nesta primeira fase do Projeto Dignidade para a Infância. As 14 ações previstas abrangem proteção de direitos violados, fortalecimento de vínculos familiares, formação profissional, educação em direitos humanos, além de atividades ligadas ao esporte e ao meio ambiente. Com um total de 74 profissionais que fazem parte das equipes multidisciplinares.
Em Belém (PA), a história de Maria Alice Farias Mendes, 50 anos, também se entrelaça ao trabalho do projeto. Em situação de vulnerabilidade social, com histórico de violência de gênero e uma rede de apoio fragilizada, ela passou a integrar o grupo terapêutico de mulheres vítimas de violência do O Pequeno Nazareno, após encaminhamento do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Tapanã. No grupo, encontrou escuta profissional e orientação psicológica, compreendendo que cuidar da saúde mental é parte fundamental do processo de reconstrução da dignidade e do fortalecimento emocional.
Já a Dona Maria Goreth, 63 anos, é moradora de São Luís (MA) e encontrou no grupo terapêutico Dignidade para Mulheres um espaço seguro para romper o silêncio que por anos marcou sua vida familiar. Antes isolada e desmotivada, passou a ressignificar suas relações a partir da escuta compartilhada e do acolhimento. Com o tempo, desenvolveu novas formas de comunicação, fortaleceu vínculos e recuperou a esperança. Hoje, reconhece no grupo a oportunidade de reencontrar sua própria voz e seguir adiante com mais equilíbrio, dignidade e paz.
Histórias como essas mostram que, quando o cuidado chega onde antes havia silêncio, o acesso a direitos, à escuta e ao acolhimento se tornam ferramentas de mudanças. Por isso, o Projeto Dignidade para a Infância segue reafirmando que promover dignidade é também abrir caminhos para novos começos.
O Projeto Dignidade para a infância
O Projeto Dignidade para a Infância é uma realização da Associação Beneficente O Pequeno Nazareno, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental
Sobre a Associação Beneficente O Pequeno Nazareno
Fundada em 1993, por Bernardo Rosemeyer, a Associação Beneficente O Pequeno Nazareno é reconhecida nacionalmente pelo atendimento integral a crianças e adolescentes em situação de rua, bem como a suas famílias e comunidades de deslocados internos localizadas em municípios do Norte e do Nordeste do Brasil. Sem fins lucrativos, a instituição dedica-se à promoção da dignidade, justiça e inclusão social, enfrentando preconceitos e influenciando políticas públicas para a transformação da sociedade.
