“Maldita”, novo trabalho da bailarina Maria Epinefrina, com dramaturgia de Andreia Pires, a obra investiga um corpo cobra de sereia, monstruoso e erótico, através de uma pesquisa de movimento atravessada por técnicas de floorwork do pole dance e por alguns mitos que nos revelam mulheridades divinas, insurgentes e pecadoras, em uma composição coreográfica que reflete a herança da culpa, do castigo e do monstro que a figura feminina historicamente carrega no ocidente. A temporada de “Maldita” segue nos dias 08, 15, 22 e 29 de janeiro, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 15 (meia) disponíveis nas bilheterias do Teatro Dragão do Mar ou pelo sympla.com.br.
A montagem da obra foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo por meio da Secretária de Cultura do Ceará e vem sendo criada em um processo laboratorial com oficineiros, tutoria e abertura de processo. Ao longo da criação aconteceram 3 oficinas abertas ao público: Ebó de Sentires com MiKy Vitorino e Abeju, Vogue Femme com Legendary Mother Venus Cabal e Introdução à técnica da voz cantada com Antonio Souza. Estes compartilhamentos formativos foram propostos pela a artista conforme a demanda da obra, estabelecendo diálogo com o público a partir do desenvolvimento do espetáculo.
No mês de novembro, “Maldita” também foi selecionado na residência Travessias de Criação da Escola Porto Iracema das Artes em parceria com a Central Elétrica de Porto, onde a artista Maria Epinefrina passou 15 dias em Porto – Portugal, para imergir na obra com a interlocução de Cristina Planas Leitão e apresentar ao público no final da residência.
O espetáculo conta com trilha sonora de Tina Reinstrings, figurino de Lyna Lurex, iluminação de Glória Mendes e dramaturgia de Andreia Pires.
Sobre a artista:
Bailarina interdisciplinar, coreógrafa graduada no curso de bacharelado em dança pela Universidade Federal do Ceará, produtora cultural, dramaturgista, iluminadora cênica e integrante da Pós-Graduação em Artes da UFC. Está atuante no cenário artístico de Fortaleza há 11 anos com produções autorais voltadas, em sua maioria, para a desenvoltura de espetáculos cênicos e performance. Sua pesquisa envolve a construção de novas corporeidades e espacialidades, usa de possibilidades tecnológicas e atua na invenção de dispositivos criativos coreográficos e dramatúrgicos.
Em seu repertório autoral tem trabalhos como Uma Dança Para Meus Pesares, Intergaláctico, Saori e Anahí e agora, Maldita.
