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Fortaleza recebe 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos com participação de diretores cearenses 

A 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, com o tema “Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável”, acontece em Fortaleza entre 26 e 29 de novembro. Durante os quatro dias, no Cineteatro São Luiz, o público terá a oportunidade de conferir, sobretudo, produções de cineastas indígenas, quilombolas e ribeirinhos — grupos que são os mais vulnerabilizados pela crise climática, mas também os que guardam as práticas mais sustentáveis. A programação é inteiramente gratuita e aberta ao público. 

Realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a mostra percorre 12 capitais brasileiras, sendo uma das principais e mais longevas ações da pasta voltadas à educação e cultura em direitos humanos, reconhecendo o audiovisual como ferramenta de transformação social. A edição 2025 tem parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Curso de Cinema e Audiovisual, e em Fortaleza conta com o apoio institucional da Secretaria da Juventude de Fortaleza e da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE).

cineasta Sueli Maxakali será a homenageada desta edição. Liderança dos Tikmũ’ũn, povo indígena originário de uma região compreendida entre os atuais estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, ela é professora, fotógrafa, multiartista, cineasta e doutora por Notório Saber em Letras: Estudos Literários, pela Universidade Federal de Minas Gerais.

O filme mais recente da homenageada, “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá” (2025), será exibido na 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos. É um filme de busca pelo pai com quem ela não conviveu, porque a ditadura militar o separou da família. O longa, codirigido com Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna, foi premiado no Festival de Brasília, no Cachoeira Doc e na Mostra Ecofalante. Confira o teaser AQUI.  

Lista de filmes e cearenses em destaque

O programa que irá percorrer o Brasil tem curadoria de Beatriz Furtado, realizadora audiovisual e professora do Instituto de Cultura e Arte (UFC), e de Janaina de Paula, jornalista e pesquisadora em audiovisual. Além de “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá”, foram selecionados outros 20 filmes, divididos em quatro sessões temáticas. Todas as sessões contam com Libras e Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE), garantindo acessibilidade e inclusão. 

Convidados locais participam de debate após as exibições, propondo um diálogo entre realizadores, pessoas da luta social e pesquisadores. A atividade conta com interpretação em Libras. A sessão de abertura, dia 26 de novembro, contará com a presença da Cacique Pequena, primeira cacique mulher reconhecida no Brasil, que lidera o povo Jenipapo Kanindé no Ceará. 

Dos 21 filmes selecionados, três são produções cearenses. São eles, “Faísca”, de Barbara Matias Kariri, sobre mulheres de gerações diferentes que se mobilizam para o retorno das onças; “As Lavadeiras do Rio Acaraú transformam a embarcação em nave de condução”, do multiartista indígena Kulumym-Açu, uma obra com o fluxo das águas do rio que atravessa a cidade de Sobral; “No início do mundo”, de Camilla Osório, é uma animação sobre uma menina que encontra força nas histórias de sua avó para superar momentos difíceis.

A sessão infantil apresenta o longa “Chico Bento e a goiabeira maraviósa”, de Fernando Fraiha, além de curtas e médias metragens que representam a diversidade regional brasileira. Com três filmes, a sessão Terra/Nêgo Bispo ressalta o papel fundamental dos povos quilombolas pela força do pensamento de Bispo, um dos maiores intelectuais contemporâneos brasileiros, falecido em 2023. A sessão Águas/Antônia Melo faz referência à fundadora  do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, em Altamira (PA), que mobilizou comunidades em oposição ao projeto da Hidrelétrica de Belo Monte, e reúne seis filmes atravessados pela questão hídrica. A sessão Floresta/Raoni rende homenagem ao líder caiapó, internacionalmente conhecido por suas lutas em favor dos povos indígenas e da Amazônia – tema central dos quatro filmes apresentados.

Oficina

Como parte da programação, a Mostra Cinema e Direitos Humanos realiza em todas as cidades contempladas, nas semanas que antecedem a exibição de filmes, uma oficina de formação. Este ano, a atividade tem como tema: “Imagens do comum:  cinema, educação e direitos humanos”. Em Fortaleza, a atividade aconteceu no Cuca Jangurussu, nos dias 11 e 12 de novembro, com Camilla Osório. A oficineira, diretora de um dos filmes que compõem a mostra este ano, é formada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Ceará e tem vasta experiência na interseção entre cinema e educação. 

A oficina visa promover a sensibilização e reflexão crítica acerca da cultura dos direitos humanos a partir do contato com a linguagem e com a prática do cinema. Por meio da exibição de filmes brasileiros, da proposição de práticas de criação audiovisual e de momentos de conversa em torno das imagens produzidas, a atividade discute como o respeito à dignidade humana também está atrelado aos modos de representação dos diferentes sujeitos nas imagens, refletindo sobre as questões éticas, estéticas e políticas implicadas no ato de filmar a si, o outro e o território.

Em encontros que somam nove horas/aula, os alunos são estimulados a se apropriarem do cinema como ferramenta de afirmação cultural, de preservação de saberes e fazeres tradicionais, de relação sensível com a terra e o território, além da valorização das diferentes identidades e modos de vida que constituem a multiplicidade da sociedade brasileira.

Histórico da mostra

A Mostra Cinema e Direitos Humanos é uma estratégia do Governo Federal para a consolidação da educação e da cultura em Direitos Humanos, entendendo o audiovisual nacional como forte aliado na construção de uma nova mentalidade coletiva para o exercício da solidariedade e do respeito às diferenças.

Criada em 2006, com a finalidade de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos  Humanos, a mostra amplia e diversifica os espaços de informações e debates sobre direitos  humanos, por meio da linguagem cinematográfica, tornando-se instrumento valioso de diálogo  e transformação para públicos com pouco ou nenhum conhecimento sobre direitos humanos. 

Serviço:

15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos em Fortaleza 

Quando: De 26 a 29 de novembro de 2025

Onde: Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500, no Centro) 

Gratuito

Classificação indicativa: confira a programação

Realização: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e Curso de

Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Realização: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Mais informações: https://www.instagram.com/mcdh.oficial/ 

By Jordan Vall

É jornalista, com uma maior atuação na cultura e entretenimento. Deu início a sua carreira na televisão, na TV Unifor, como produtor, repórter e apresentador do principal jornal da emissora universitária. O profissional já foi produtor e comentarista de um quadro do Programa Matina, na TV União. No “Deu O Que Falar”, quadro semanal da emissora aberta, comentava sobre o mundo dos famosos, levava pautas relevantes para a sociedade, através das notícias das celebridades. Foi durante 2 anos, produtor, diretor e repórter na TV Otimista e atualmente é assessor de comunicação, CEO na Assertiva Comunicação e Colunista do Portal Conexão Magazine (Portal de Notícias no Rio de Janeiro). O jornalista também é apresentador do Mesa de Negócios no Grupo Opinião Ceará. Como amante da moda, foi convidado para ser jurado da 6ª e 7ª edição do Salão de Moda Ceará. Além de todas essas atuações, Jordan é CEO/Fundador e repórter no IN Fluxo Portal, tratando de pautas culturais, cobertura de eventos e muito mais. O profissional também atua como modelo e influenciador digital. Instagram: @jordan_vall / contato comercial: jordanvall@influxoportal.com

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