O projeto Floresta de Alimentos, realizado pelo CETRA e Diaconia, em parceria com a Petrobras, já implantou 30 agroflorestas em cinco municípios cearenses: Acaraú, Itapipoca, Paracuru, Paraipaba e Trairi.
A agrofloresta é uma forma de fazer agricultura imitando uma floresta. Nesse sistema, plantas como milho e feijão estão integradas com a banana, abacaxis e outras frutíferas, além das nativas do bioma Caatinga. A ideia é que elas se ajudem e se protejam, além de enriquecerem o solo.
A proposta do projeto é incentivar o cultivo sustentável de alimentos e melhorar a sustentabilidade da produção. Com a junção de diversas espécies e técnicas de manejo adequadas, as agricultoras e os agricultores conseguem melhorar a produção e evitar práticas nocivas às pessoas e ao meio ambiente, como o uso de agrotóxicos e as queimadas.
Com o consórcio de árvores com culturas agrícolas nas agroflorestas, é criado um microclima que absorve melhor os impactos dos raios solares e diminui os efeitos das mudanças climáticas.
Com o processo de formação 50 multiplicadoras e multiplicadores em agroecologia e agrofloresta, além do incentivo aos mutirões de plantio e manejo e visitas técnicas de campo, o projeto dinamiza comunidades rurais e aldeias indígenas, destaca o engenheiro agrônomo e coordenador do Floresta de Alimentos Luis Eduardo Sobral.
“E, assim, a gente vem recuperando diversas espécies da sociobiodiversidade, do bioma caatinga e, com isso recuperando o processo de produção de alimentos dessas famílias”, adiciona.
São 20 comunidades atendidas pelo Floresta de Alimentos no Ceará e outras dez no Rio Grande do Norte, nos municípios de: Mossoró; Areia Branca, Alto do Rodrigues; e Carnaubais.
Além de mais espaços de cultivo, o projeto ainda vai implementar tecnologias sociais de reúso de águas cinzas (RAC), fogões ecológicos e biodigestores. O Floresta de Alimentos inclui a criação de Comunidades saudáveis e sustentáveis, que são unidades de reflorestamento e conservação da vegetação nativa no Território Indígena Tremembé da Barra do Mundaú, em Itapipoca, e no assentamento Várzea do Mundaú, em Trairi.
